25-08-16 - Descoberta arqueológica na China pode comprovar dilúvio bíblico

Alguns cientistas afirmam que as recentes descobertas no Vale do Rio Amarelo, na China, oferecem evidência sobre o dilúvio descrito na Bíblia.
Os ossos de crianças descobertos no local revelam que as crianças parecem ter ficado presas no meio de uma grande inundação. Testes datam as ossadas por volta do ano 2.000 A. C, que seria consistente com a época que cientistas e historiadores calculam que o dilúvio de Noé ocorreu.
O apologeta bíblico e cientista Ken Ham, conhecido pelo Museu da Criação e a réplica da Arca em tamanho natural, lembra que a China, como muitas culturas, tem como tradição uma história sobre um grande dilúvio.
“Quer sejam índios americanos ou povos fijianos, havaianos, esquimós, aborígines australianos… indo até os babilónios, existem lendas sobre dilúvios em culturas de todo o mundo”, sublinhou Ham.
Ele sabe que muitos cientistas negarão o facto que essas crianças no vale do Rio Amarelo foram atingidas pelo dilúvio narrado em Génesis.
“Há milhares de metros de sedimentos de Dilúvio em todo o globo. São evidência de um dilúvio global catastrófico. Os cientistas não estão dispostos a olhar para isso porque foram doutrinados a acreditar que foram se acumulando ao longo de milhões de anos”, esclarece Ham.
Para ele, a falta de vontade de aceitar as verdades espirituais leva muitas pessoas a ficarem cegas para as verdades científicas.
Explicação da ciência
Segundo o estudo divulgado pela revista Science, arqueólogos e geólogos liderados por Qinglong Wu, da Universidade de Pequim, encontraram comprovações que uma inundação catastrófica ocorreu no vale do Rio Amarelo, há cerca de 4.000 anos. Ao mesmo tempo, foi descoberto nas margens da extinta represa um sítio arqueológico de importante significado histórico.
As provas inegáveis de que uma grande inundação ocorreu há quatro milénios estariam relacionadas com o mito de fundação da primeira dinastia chinesa, a Xia. O relato antigo dá conta que o imperador Yu foi um “grande salvador, que ganhou bênção celestiais” após a dragagem de canais, que escoaram a água.
Até recentemente, outras pesquisas haviam documentado a segunda (Shang) e a terceira dinastia (Zhou), mas a Xia ainda era considerada uma lenda, gerando dúvidas que realmente tivesse existido.
Agora, os estudiosos afirmam que o dilúvio foi provocado por um terremoto, que levou o rio Amarelo a formar uma barragem em Jishi. Quando essa barragem cedeu, a inundação ao longo do planalto tibetano foi catastrófica. Estima-se que o nível de água subiu 38 metros. Tal fenómeno durou entre seis e nove meses, estendendo-se por 2 mil quilómetros ao longo do rio Amarelo.
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