28-09-16 - Historiador muçulmano converteu-se ao Evangelho após ler João 3:16

Um cristão que aceitou o Senhor Jesus Cristo como Salvador deu o seu testemunho de conversão, sob a necessidade do anonimato, pois a sua origem muçulmana torna toda a situação muito mais arriscada.
Sob o pseudônimo de Anil, o homem contou que nasceu em Bangladesh, um país da Ásia Meridional, onde menos de 0,5% da população é cristã. A sua jornada no Evangelho começou em 1994, quando fazia estudos avançados sobre o Islão na Árabia Saudita, com foco no seu doutoramento.
Na capital da Árabia Saudita, Riad, ele foi visitar um dos lugares onde eram feitas as execuções dos condenados à morte, pois sendo um historiador, queria explorar tudo que fosse possível para enriquecer seu trabalho. Lá, recebeu um folheto em árabe de um desconhecido, onde ele podia ler a seguinte mensagem: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Ao ler aquilo, ficou profundamente impressionado, e descobriu que se tratava da passagem de um livro chamado Injeel Sharif (Novo Testamento), que compunha as Escrituras Sagradas do cristianismo.
“Eu nunca tinha visto nada parecido em qualquer livro islâmico. Naquele momento eu fiquei intrigado. Descobri que a passagem era parte de um livro sagrado chamado Injeel Sharif (Novo Testamento), escrito muito antes do Alcorão”, relembrou Anil.
Ciente de que não deveria compartilhar a experiência com ninguém para manter sua própria segurança, ele levou adiante seus estudos para o doutoramento, e visitou 16 países muçulmanos. No Iraque, quando encontrou uma igreja, viu que era oportunidade de levar adiante a sua decisão. “Eu procurei o pastor e falei com ele no dia 15 de maio de 1994”, contou.
Quando concluiu seu doutoramento, voltou para sua terra natal e começou a trabalhar como professor de literatura árabe em uma universidade islâmica, mas logo passou a ser olhado mais de perto pelos colegas, pois ele fugia dos padrões dos docentes.
“Eu não lia o Alcorão, então eles começaram a suspeitar de mim. Um dia, alguém me viu lendo a Bíblia em árabe, porque eu estava comparando o texto com a versão em bengali (seu idioma nativo)”, contou Anil. Os professores o denunciaram ao vice-reitor, que o questionou sobre sua fé, perguntando se ele havia se convertido ao cristianismo.
“Sim, eu sou um seguidor de Jesus”, foi a resposta que ele ofereceu. Nesse momento, ele estava demitido do emprego, sob o argumento de que um kaffir (descrente) não poderia ensinar em uma universidade islâmica.
Como os “escândalos” se espalham depressa, ele tornou-se num personagem público, e terminou sequestrado por muçulmanos extremistas, que o agrediram intensamente: “Eles queriam me matar. Cortaram as veias das pernas, me bateram em vários lugares, na frente da minha família. Ainda tenho as cicatrizes dos golpes”, disse Anil, de acordo com informações do Asia News.
Com o espancamento e a grande perda de sangue, Anil desmaiou. Foi socorrido por um tio ao Hospital Universitário de Daca, capital de Bangladesh, onde ficou em coma por quatro dias. No total, o seu internamento durou 111 dias, e quando voltou para casa, foi novamente agredido por muçulmanos da mesquita próxima.
A família não o queria por perto, inconformada com sua decisão de seguir o Senhor Jesus Cristo, e então ele foi deserdado. Diante da perseguição – não conseguia arranjar emprego, pois toda vez que descobriam a sua religião, era expulso – ele resolveu mudar-se.
Hoje, mesmo sendo um doutor em História, ele vive com a esposa e um filho, atravessando sérias dificuldades financeiras. O sustento vem de palestras que faz em igrejas, mas como não é um trabalho, as ofertas que recebe não são suficientes para viver.
Recentemente, Bangladesh tem vivido uma verdadeira caça aos não-muçulmanos, com muitos assassinatos, e isso motivou Anil a dar o seu testemunho como forma de chamar a atenção para a dura realidade em que vive: “Estou muito preocupado com o que acontece com meu país”, disse, antes de pedir oração pelos cristãos de seu país.
Oremos pela Igreja Perseguida, que declara sua fé no Senhor Jesus Cristo sob o risco, diário e constante, de perder a vida.
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