13-11-16 - Cristã que foi feita escrava e violada, engravida de militante do Estado Islâmico, mas recusa aborto

Uma mulher cristã iraquiana mantida em cativeiro e violada por combatentes do Estado Islâmico foi libertada após ficar grávida. Ao conseguir ajuda para retomar a sua vida, ela surpreendeu dizendo que não quer abortar.
A mulher afirmou ainda que decidiu que jamais dirá ao seu filho quem é o pai: “Ele é meu filho, ele não é o filho do Estado Islâmico, afirmou, em entrevista à CNN, acrescentando que a criança será tratada como parte da família, igual aos seus outros filhos e filhas.
A sua decisão foi tomada porque ela aprendeu, através da Bíblia, que uma criança não deve ser morta pelos pecados do pai. Ela tem 40 anos de idade e já era mãe e avó quando em 2014 o Estado Islâmico tomou o controlo da cidade onde morava, localizada nas planícies de Nínive.
Os vizinhos dela apoiaram os extremistas muçulmanos, mas ela e a sua família recusaram-se a jurar lealdade ao grupo por causa da sua fé no Senhor Jesus Cristo. Isso transformou-os num alvo dos militantes, que muitas vezes foram à sua casa fazer ameaças. Em uma dessas “visitas”, eles atacaram a sua filha.
“Eles vieram e bateram [nela]. Eles arrancaram o seu véu e rasgaram as suas roupas. ‘Vamos violá-la’, disse um dos criminosos. Mas um deles, o líder, o grande, não permitiu. Ele disse: ‘Queremos a mãe'”.
Dias depois, eles se aproximaram dela no mercado: “Disseram-me para entrar no carro, e quando chegámos [ao esconderijo] pensei que me iriam matar”, relembrou. Todavia, os extremistas muçulmanos tinham outros planos: “Vais ser a nossa escrava”, disseram-lhe a ela.
Assim, durante18 meses, ela foi mantida em cativeiro, “como uma pessoa morta, mas eles não me tinham matado ainda”. O fim do sequestro, que incluía espancamento e violação, só acabou quando ela engravidou.
“Eu tentei lutar, eu chorei muito. Havia um monte de dor, fui muito espancada, mas eu não podia fazer nada”, lamentou. Quando o bebé nasceu, ela decidiu dar-lhe o nome de Mohammed, uma homenagem ao seu marido.
O sofrimento desta mulher, porém, ainda não havia acabado: logo após o nascimento da criança, o seu marido foi morto no último dia 02 de novembro, durante a batalha entre o exército iraquiano e os aliados (que incluem soldados americanos e civis) contra as forças do Estado Islâmico pelo controle de Mosul, cidade que era o maior reduto de cristãos no Iraque.
“Ele me amou muito. A minha melhor lembrança dele era o quanto me ele amava e respeitava”, disse à CNN. “Sim nós somos pessoas pobres, mas fomos felizes”, acrescentou.
Ao repercutir o caso, o God Reports chamou atenção para o facto de que a escolha pró-vida dela permitiu que o seu filho tenha a oportunidade de crescer cercado pelo amor dos seus meio-irmãos e irmãs, além do testemunho impressionante de como ele chegou ao mundo..
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