14-11-16 - “Primeiro de tudo, estudem a Bíblia”, disse Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel

Apesar de os grandes órgãos de comunicação social internacional não terem dado atenção a este facto, os mais altos líderes de Israel – a começar pelo próprio primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu – continuam a estimular o povo judeu a ler a Bíblia inteira e afirmam que esta iniciativa irá agregar ainda mais conhecimento à nação.
No meio de uma tendência geral de Israel para a secularização, o movimento de tais líderes soa como algo um tanto surpreendente e encorajador.
No fim do mês de agosto de 2016, Benjamin Netanyahu marcou o início do ano letivo nas escolas, incentivando as crianças a redescobrirem a Palavra de Deus e as raízes bíblicas da sua herança judaica.
“Primeiro de tudo, estudem a Bíblia”, disse ele na ocasião. “Conhecimento é uma palavra crítica. Queremos dar conhecimento das Escrituras a todas as crianças em Israel, judias e não-judias. Esta é a base do novo mundo e a base de Israel como uma nação forte no mundo”.
Já no início de outubro, o primeiro-ministro e a sua esposa, Sara, realizaram mais um dos diversos encontros de estudo da Bíblia na sua residência oficial. Eles discutiram – entre outras coisas – a ligação bíblica que os judeus têm com o Monte do Templo, apesar de uma recente votação da ONU, negando que o povo judeu tenha qualquer ligação histórica com o local.
Netanyahu organizou o seu primeiro encontro para estudos bíblicos em dezembro de 2011, como foi noticiado na altura.
Enquanto isso, o presidente israelita Reuven Rivlin e vários funcionários do governo lançaram algo que eles chamam de “Iniciativa 929“.
Este é um esforço para incentivar todos os israelitas – mesmo os mais secularistas e não-religiosos – a ler um capítulo da Bíblia judaica por dia, todos os dias, até que leiam todos os 929 capítulos.
Existe também um site oficial dedicado ao projeto, no qual os israelitas de todos os tipos, de uma grande variedade de origens, escrevem artigos sobre o que eles pensam a respeito os versículos bíblicos que leem. Há também um aplicativo que ajuda os israelitas a lembrarem-se de qual é o capítulo que eles devem ler diariamente e ajuda-os a registar o seu progresso.
A notícia acabou por surgir num contexto um tanto peculiar, devido não somente à proximidade das festas judaicas, como a Sucot (Festa dos Tabernáculos), mas também a duas recentes votações da UNESCO que negaram a ligação histórica dos judeus com o Monte do Templo. Em uma dessas resoluções, apenas o nome muçulmano do local – considerado sagrado para judeus, islâmicos e cristãos - foi considerado. No local teria sido construído também o Primeiro e o Segundo Templo (sendo este último, registado no Novo Testamento Bíblico).
- in Kehila News




