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Servindo entusiasticamente,
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19-11-16 - Cardeais pedem que papa mude ensinamentos sobre questões de família

Papa Francisco com os cardeais

     Alguns dos ensinamentos do papa Francisco na encíclica “Amoris Laetitia” [A Alegria do Amor], estão a ser questionados por quatro cardeais conservadores católicos. Para eles, esse é documento de peso sobre a família, mas que semeia confusão sobre temas morais importantes, como o divórcio e a homossexualidade.

     Os cardeais estão vindo a público com sua reclamação, pois o Papa não respondeu ao pedido feito por eles em abril. Na encíclica, Francisco pede que a igreja católica seja menos rígida e mais compassiva com os membros “imperfeitos”. Cita como exemplo aqueles que se divorciaram e voltaram a se casar. O seu argumento é que “ninguém pode ser condenado para sempre”.

     Ele pediu aos sacerdotes de todo o mundo que “acolham” gays, lésbicas e outras pessoas que vivem em situações que a igreja considera “irregulares”. Não disse que considera válido o casamento gay, mas a linguagem dúbia afirma que devem ser valorizados os “sinais de amor de que, de algum modo, refletem o amor de Deus”.

     Na época que foi publicado o documento de 260 páginas, argumentou-se que era uma tentativa de tornar a igreja “mais inclusiva” e “menos condenatória”. Os cardeais — dois alemães, um italiano e um norte-americano — tomaram uma postura considerada extrema.


     No passado, o pontífice teve desentendimentos com os mais conservadores dentro do Vaticano. Eles temem que Francisco esteja a enfraquecer os ensinamentos milenares sobre a família, preferindo se dedicar a defender problemas sociais como a mudança climática e a desigualdade econômica.

     Segundo a lei da igreja, quem se divorcia e volta a casar não poderia receber a comunhão, uma vez que o seu primeiro casamento ainda é válido e por isso eles estão a viver em adultério. Na encíclica, o Papa fica ao lado dos progressistas que deixam a cargo do padre ou bispo decidir, juntamente com o fiel, se ele ou ela pode ser reintegrado plenamente e receber a comunhão.

Grave erro papal

     Em uma entrevista ao National Catholic Register, o Cardeal Raymond Burke explicou que a decisão de confrontar publicamente o papa é justificada pela ‘tremenda divisão’ que a encíclica pode causar no seio da Igreja.

     Segundo ele, a Igreja Católica neste momento “passa por uma enorme confusão em relação a vários pontos da encíclica … esses pontos críticos estão relacionados com princípios morais irreformáveis”. Assegura ainda que os cardeais acreditam ser sua responsabilidade “pedir um esclarecimento a respeito dessas questões, com o objetivo de colocar fim à propagação da confusão que, de facto, está a conduzir o povo ao erro”.

     Burke alega que o papa “é o fundamento da unidade dos bispos e de todos os fiéis. Essa ideia, por exemplo, de que o papa deva ser algum tipo de inovador, que conduz uma revolução na igreja ou algo do tipo, é completamente alheia ao Múnus Petrino [autoridade passada por Pedro]”.

     Citando o versículo de Gálatas (1:8), lembra que ninguém pode “pregar qualquer evangelho diferente do qual eu [Paulo] vos preguei”. Logo, existe na tradição da Igreja, a prática da correção ao Sumo Pontífice. Embora seja algo muito raro, os cardeais estão dispostos a exigir que Francisco corrija o que seria “um grave erro”.


NOTA: note-se a confusão existente nesta igreja, não apenas no conteúdo genérico da notícia em si, como na incoerência, que a notícia revela no seu final, concretamente de a Igreja Católica achar que o Papa usufrui de uma autoridade passada por Pedro (que não é verdadeira) relativamente a um evangelho que é exclusivo de Paulo.

"... viram que o evangelho da incircuncisão me [Paulo] estava confiado, como a Pedro o da circuncisão" (Gálatas 2:7).

- in Gospel Prime

Para quem quer saber mais a este respeito:

Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (LVIII)

Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (LIX)

Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (LX)

Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (LXI)

Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (LXII)



 

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