07-04-2026 - Ex-muçulmano torna-se evangelista no Médio Oriente: “Oro para que mesquitas virem igrejas”
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Abu Sami. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)
Um homem que foi obrigado a se converter ao islamismo para não perder o emprego passou a ser perseguido após se render ao Senhor Jesus Cristo e se tornar um evangelista no Médio Oriente.
Abu Sami cresceu numa família que praticava a fé drusa. Ainda jovem, ao ingressar no serviço público no seu país, ele foi obrigado a converter-se ao islamismo como condição para manter o emprego.
Embora não tenha sido sua primeira escolha, ele passou a dedicar-se à nova religião: orava, jejuava e chegou a realizar o Hajj — peregrinação a Meca exigida aos muçulmanos.
“Eu seguia o Islão, especialmente o Alcorão. Depois que me aposentei, alguém nos falou sobre Cristo. Então comecei a pesquisar”, disse Abu ao Global Christian Relief.
Ao começar a questionar a religião, Abu destacou: “Pesquisei e comecei a procurar as coisas ocultas que existem no Islão. Descobri que é uma religião equivocada porque, não é permitido discutir com os estudiosos ou fazer perguntas. Descobri que o islamismo não vem de Deus”.
Conversão
Não satisfeito com o Islão, ele decidiu ler a Bíblia. No início, relatou não entender completamente as Escrituras, mas passou a acompanhar pregações pela TV e, posteriormente, foi discipulado por um amigo da família que era Cristão. Após cerca de dois meses de estudo bíblico, ele e a esposa decidiram render a vida a Cristo.
Para Abu, o que o convenceu de que o Evangelho é verdadeiro? “Foi toda a vida de Cristo”, afirmou ele.
E continuou: “Quando comecei a entender o Evangelho e a aprofundar-me nele, lendo sobre a jornada do Senhor Jesus Cristo até a cruz, isso abriu uma porta para mim. A cruz de Cristo é a maior prova do amor do nosso Senhor por nós e da redenção que Ele ofereceu para que pudéssemos ser salvos”.
“No Islão, a história era toda sobre violência, mas o Cristianismo mostrou como Deus nos ama e que Ele se importa conosco”, acrescentou.
‘Tentaram afastar-me do Senhor’
Desde que se converteu a Cristo, Abu passou a falar abertamente do Evangelho: “Não consigo evitar. Tenho que falar. Em todas as reuniões, em todos os grupos, tenho que falar sobre Cristo. Não posso ficar em silêncio”.
No entanto, familiares e membros da comunidade passaram a hostilizá-lo. Ele relata que irmãos e parentes próximos tentaram pressioná-lo a negar Cristo.
“As primeiras pessoas que me perseguiram foram meus irmãos e os meus familiares mais próximos”, contou ele.
E continuou: “Tentei levá-los a Cristo, falei sobre os erros do Islão e da fé drusa e tentei ajudá-los a entender quem é o Senhor Jesus Cristo. Eles perseguiram-me muito e tentaram afastar-me do Senhor. Mas, a minha resposta foi: ‘Eu jamais poderia abandonar Cristo’”.
Após se aposentar do serviço público, Abu abriu uma loja, mas os seus vizinhos começaram a boicotar o seu negócio. Até mesmo os seus fornecedores se recusaram a trabalhar com ele.
Além disso, quando outras pessoas na sua comunidade se converteram a Cristo, ele foi acusado de "corromper os drusos" pela liderança local. Assim, ele foi forçado a abandonar os seus familiares e também seu negócio.
'Feliz em ser perseguido por causa de Cristo'
Apesar das perdas, Abu permaneceu firme na fé: “Quando estou com Deus, com o nosso Senhor, não devo me preocupar com as pessoas ou com o que elas querem me fazer. Fico muito feliz em ser perseguido por causa do nome de Cristo”.
Como evangelista perseguido no Médio Oriente, Abu contou que encontra conforto na sua passagem bíblica favorita, Mateus 11:28-29, que diz:
"Vinde a Mim, todos vocês que estão cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei . Tomem sobre vós o Meu jugo, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".
Apesar das perseguições, Abu Sami ora pelos seus inimigos e para que as comunidades drusa e muçulmana se rendam a Cristo.
“Sinto pena deles, não de mim. Porque quem me persegue não conhece a verdade, não conhece o Senhor Jesus Cristo. Oro para que o Senhor me use para uma colheita abundante e que eu possa ver as mesquitas nos países islâmicos transformadas em igrejas”.
- in Global Christian Relief.
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