25-05-11 - Médico Inglês de clínica geral censurado por falar de Deus a paciente

dr-richard-scott_1901821c.jpg     O Dr. Richard Scott, médico de família, receia perder o seu emprego depois de ter sido repreendido pelo General Medical Council (Conselho Médico Geral ) por conversar com um paciente a respeito de Deus.

     Este Cristão empenhado, foi acusado de "assédio" e informado pelo médico regulador que arriscou colocar em descrédito a profissão ao discutir as suas crenças religiosas.

     O médico formado em Cambridge recusou-se a aceitar uma advertência formal na sua folha de serviço, e em vez disso está a tomar medidas legais para lutar contra a censura.

     O seu caso segue-se a uma série de disputas de alto nível entre Cristãos e seus empregadores sobre a sua liberdade de expressar as suas crenças, incluindo um electricista que exibia uma cruz na sua carrinha e uma enfermeira que orou por um doente.

     Foi em 2010 que Dr. Scott, com 50 anos de idade, casado e pai de três filhos, viu o paciente que está no centro da denúncia.

     Após a consulta, a mãe do paciente queixou-se de que o médico teria abusado da sua posição ao "impingir a religião" ao seu filho.

     Ele alega que agiu dentro das directivas oficiais, tendo perguntado se podia falar das suas crenças Cristãs ao paciente, que é de uma fé diferente, tendo terminado a conversa, logo que lhe foi solicitado.

     A conversa girou somente em torno de questões religiosas depois de se terem esgotado completamente as opções médicas, de acordo com o Dr. Scott.

     "Ele via o seu problema como uma questão puramente médica e eu disse-lhe que poderia ser mais do que isso", disse ele.

     "Tratou-se de uma discussão consensual entre dois adultos."

     Após receber a denúncia, o Conselho Médico Geral (CMG) disse ao Dr. Scott que estava a levar o assunto a sério, e no mês passado enviou-lhe uma carta avisando-o da sua conduta.

     O regulador disse ao médico que a maneira como ele expressou as suas crenças religiosas tinham "importunado" o paciente e "não estavam de acordo com as normas exigidas a um médico".

     O Dr. Scott, médico há 28 anos, trabalha no Centro Médico Bethesda em Margate, Kent. Os seus seis parceiros são todos Cristãos e declaram no site oficial do NHS Choices que é verosímil discutirem assuntos espirituais com os pacientes durante as consultas.

     O Dr. Scott, que se congrega numa igreja anglicana, disse ter comunicado a sua fé a milhares de pacientes no passado, porque ele crê que há um elemento espiritual no processo de cura. Ele teve "um punhado de reclamações" no passado, mas foram todas resolvidas localmente, e nenhum tinha escalado até ao regulador.

     Ele está tão determinado a limpar o seu nome que está a preparar-se para recorrer do caso, embora ele tenha sido avisado de que isso poderia resultar em ele ser afastado.

     "O que aconteceu comigo é uma injustiça e quero erguer-me pelos Cristãos que têm sido perseguidos no local de trabalho", disse ele.

     O Christian Legal Centre (Centro de Leis Cristão), que visa promover a liberdade religiosa, está a tratar do caso do Dr. Scott e nomeou para o efeito o Dr. Paul Diamond, como advogado líder dos direitos humanos.

     Andrea Williams, fundadora e directora do centro, apelou ao CMG para voltar atrás e não ceder à "pressão política ou emocional".

     "Ele agiu dentro das suas próprias convicções, e a sua folha de serviço irrepreensível não deve ser prejudicada - mesmo por uma carta que seja que conste no seu processo", disse ela.

     Niall Dickson, chefe-executivo do CMG, disse: "A nossa orientação, que todos os médicos devem seguir, é clara. Os médicos não devem normalmente discutir as suas crenças pessoais com os pacientes a menos que essas crenças sejam directamente relevantes para o cuidado do paciente.

     "Eles também não devem impor as suas crenças aos pacientes, nem importuná-los com expressões inadequadas ou insensíveis de crenças religiosas, políticas ou outros pontos de vista."


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