Palavras bem escolhidas

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     Todos nós já tivemos a infeliz experiência na vida de ter que falar com alguém que humilha e ofende na forma como aborda um assunto. Tais pessoas parecem gostar de colocar os outros em problemas. De alguma forma, acham que adotar uma abordagem contundente transmitirá o seu ponto de vista de maneira mais eficaz. Geralmente o oposto é verdadeiro, porque a sua maneira de falar é falar mais alto do que o que está a ser dito. Em vez de os relacionamentos serem fortalecidos, são destruídos por palavras abrasivas.

      Este tipo de resposta dos não salvos não nos deveria surpreender, porém nunca deveria ser verdade para um crente em Cristo. Infelizmente, porém, isso está a tornar-se cada vez mais verdadeiro na comunidade cristã. Uma das graças que quase se perdeu na Igreja hoje é o tato. Tato é um “sentido apurado do que fazer ou dizer para manter boas relações com os outros ou evitar ofensas”. Essencialmente, é ter sensibilidade e graça ao lidar com os outros. O apóstolo Paulo era um veterano experiente na arte do tato. Embora pudesse ser firme quando se tratava de enfrentar o erro, ele sempre o fazia com graça, na esperança de restaurar o ofensor. Na maioria das vezes, ele exerceu tato para cumprir o seu propósito.

     Um bom exemplo é quando Paulo se dirigiu aos seus compatriotas em Jerusalém que estavam determinados a tirar-lhe a vida. Quando era levado para a fortaleza, ele pediu ao tribuno que lhe permitisse falar à multidão rebelde. Temos a certeza de que este provavelmente pareceu um pedido estranho ao tribuno romano, mas ele deu permissão a Paulo para falar aos seus compatriotas.

     “Varões irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós. (E, quando ouviram falar-lhe em língua hebraica, maior silêncio guardaram). E disse: Quanto a mim, sou varão judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel.…” (Atos 22:1-3).

     Antes de Paulo dar testemunho da sua conversão no caminho para Damasco, ele dirigiu-se-lhes com tato, com títulos de respeito, “Varões irmãos e pais”. Depois falou-lhes com perspicácia na língua hebraica, a língua materna da nação escolhida. Nota a resposta deles: “maior silêncio guardaram”. Depois de receber toda a atenção deles, Paulo identificou-se com eles, revelando que era judeu, nascido em Tarso, mas que viveu a maior parte de sua vida em Jerusalém, onde se sentou aos pés de um dos seus reverenciados doutores da lei, Gamaliel.

     Isto é tato! Que o Senhor nos dê este tipo de sensatez quando ministrarmos aos outros! E que seja para louvor da Sua glória.

por Paul M. Sadler

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