Praticantes da Palavra

Há um engano subtil quando se pensa que participar simplesmente em cultos, conferências, seminários e acampamentos, é fazer a obra de Deus - escutarmos mensagens e falarmos acerca do que sabemos que deveríamos fazer. A ilusão assalta-nos convencendo-nos que estamos a cumprir a Sua vontade. O que de facto estamos a fazer é a aumentar a nossa responsabilidade e a enganarmo-nos a nós mesmos.
Enganamo-nos pensando que somos espirituais quando na realidade podemos estar a ser bem carnais. Enganamo-nos pensando que estamos a crescer quando a verdade é que estamos estagnados. Enganamo-nos pensando que somos sábios quando na realidade somos pateticamente loucos.
O Senhor Jesus disse que o homem sábio é aquele que ouve as Suas palavras e as pratica. O homem louco também ouve as Suas palavras mas não faz nada com elas.
Não basta escutar um sermão e andar por aí a dizer, «Que mensagem maravilhosa!». O verdadeiro teste é feito quando nós nos dispomos a realizar o que ouvimos e o realizamos mesmo. Alguém disse que um bom sermão não apenas expande a mente, aquece o coração e revela o oculto, como também provoca a vontade à acção.
No meio da sua mensagem, certa ocasião um pregador perguntou à audiência o nome do primeiro hino que tinham cantado. Ninguém sabia. Perguntou qual tinha sido o texto da Escritura que tinha sido lido. Ninguém sabia. Perguntou que anúncios tinham sido feitos. Ninguém se conseguia lembrar. As pessoas brincavam à igreja.
Antes de cada culto bem podemos colocar a nós mesmos as seguintes questões: «Porque é que vim? Estarei eu querendo que Deus me fale pessoalmente? Obedecer-Lhe-ei se Ele o fizer?».
O Mar Morto adquiriu para si tal nome por constantemente receber sem ter a correspondente saída. Nas nossas vidas, a informação sem aplicação conduz à estagnação. A persistente questão do Salvador vem sempre à nossa memória. «Porque me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que Eu vos mando?».
William Macdonald
One Day at a Time
(Um Dia de Cada vez)



