A aptidão para o céu

william_macdonald.jpg  “E estais perfeitos n’Ele ...” (Col. 2:10).

     Contrariamente à opinião popular, não há graus de aptidão para o céu. A pessoa ou está absolutamente apta, ou não está apta de forma alguma. Isso vai contra a noção comum de que na parte superior de uma escala de Deus estão as pessoas boas, decentes, no fundo estão os criminosos e mafiosos, e no meio estão as com diferentes graus de aptidão para o céu. É um erro enorme. Nós estamos aptos ou não estamos. Não há nada intermédio.

     Na verdade, nenhum de nós está apto em si mesmo. Nós todos somos pecadores culpados, merecedores do castigo eterno. Todos nós pecamos e destituídos estamos da glória de Deus. Todos nos temos desgarrado e enveredado pelo nosso próprio caminho. Somos todos impuros, e todas as nossas melhores obras são como trapos de imundície.

     Nós não somente estamos totalmente inaptos para o céu, como não há nada que possamos fazer por nós mesmos para nos tornarmos aptos. As nossas melhores resoluções e mais nobres esforços não servem para eliminar os nossos pecados ou para nos facultar a justiça que Deus exige. Porém a boa notícia é que o amor de Deus provê o que a Sua justiça exige, e Ele faculta-a como um dom gratuito. "... é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2:8, 9).

     A aptidão para o céu é encontrada em Cristo. Sempre que um pecador nasce de novo, ele recebe a Cristo. Deus não o vê mais como um pecador na carne; Ele vê-o em Cristo, e aceita-o nessa base. Deus fez Cristo ser pecado por nós, Ele que não conheceu pecado, para que pudéssemos ser feitos justiça de Deus (ver 2 Coríntios 5:21).

     Então, o cerne da questão é o seguinte: ou temos Cristo ou não O temos. Se temos Cristo, estamos tão aptos para o céu quanto Deus nos pode tornar. A aptidão de Cristo torna-se nossa. Somos tão dignos quanto Ele, pois é n’Ele que estamos.

     Por outro lado, se não temos Cristo, não podemos estar mais perdidos do que estamos. Estar sem Ele é a deficiência fatal. Nada mais pode alguma vez compensar esta falta crucial.

     Deve ficar claro, então, que nenhum crente é mais apto para o céu do que outro crente. Todos os crentes têm a mesma medida para a glória. Esta medida é Cristo. Nenhum crente tem mais de Cristo do que outro. Por conseguinte, ninguém é mais apto para o céu do que outro.    

William MacDonald
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