Porque celebrar a Ceia do Senhor?

Quem pode participar da Ceia do Senhor? Uma introdução ao debate | Teologia  Brasileira 

 

     A Ceia do Senhor foi instituída pela primeira vez por nosso Senhor após a Sua última observância da Páscoa (Lucas 22:14-20). Os principais elementos da festa da Páscoa eram cordeiro assado, pão sem fermento e ervas amargosas (Êxo. 12:8), enquanto na Ceia do Senhor eram pão e vinho (Lucas 22:19,20).

      Além disso, a Ceia do Senhor foi dada por Paulo aos Gentios como uma celebração do que Cristo havia feito por eles. Aqui, sejamos bereanos e façamos uma ou duas perguntas das Escrituras. O Antigo Testamento não foi feito com Israel (Êxo.19:3-6)? E este testamento não afeta os Gentios?

     “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que TODA A BOCA esteja fechada e TODO O MUNDO seja condenável diante de Deus.” (Rm 3:19).

     É significativo Paulo dizer de si mesmo e dos seus cooperadores, não de Pedro e dos onze, eles serem  “capazes de ser ministros de um Novo Testamento” (2 Cor. 3:6). E lembre-se que ele era “o Apóstolo dos Gentios” (Romanos 11:13) e escreveu isso aos Gentios. Como no Antigo Testamento, também no Novo, a luz plena não foi dada antes da revelação do mistério ter sido dada a Paulo pelo Senhor exaltado.

     O simples facto é que o que foi prometido a Israel e Judá sob o Novo Testamento (Jer. 31:31-34) nós, crentes Gentios, recebemos por graça. Assim como passámos pela condenação do Antigo Testamento, também estamos sob a bênção do Novo — por graça. Lembre-se que o sangue da Novo Testamento, derramado no Calvário, também foi derramado por nós. É por aquele sangue que somos salvos. Ele não derramou nenhum outro.

     Mas, amado leitor, já lhe ocorreu que para realizar isso, o nosso bendito Senhor teve que ser batizado na raça humana – tornar-se osso de nossos ossos e carne da nossa carne – um connosco, sim, um de nós? Antes que pudéssemos ser identificados com o Senhor, Ele teve que ser identificado com a humanidade. Antes que pudéssemos ser batizados na Sua morte, Ele teve que ser batizado na nossa morte (Lucas 12:50). Para nos erguer da Terra ao Céu, para nos abençoar com todas as bênçãos espirituais, Ele teve que tomar sobre Si um corpo físico para ser espancado, açoitado, cuspido e crucificado.

     Deus quer que nos lembremos disso. E Ele não apenas nos quer lembrar desse facto estupendo e nos quer fazer viver à luz do mesmo (Cl 1:21,22), como quer que o mostremos também a outros.

     “… FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.”

     “PORQUE TODAS AS VEZES QUE COMERDES ESTE PÃO E BEBERDES ESTE CÁLICE, ANUNCIAIS A MORTE DO SENHOR ATÉ QUE VENHA” (1 Cor.11: 24,26).

- C. R. Stam

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