O fracasso do dom de línguas hoje
Os primeiros líderes pentecostais entendiam que as línguas na Bíblia eram idiomas reais faladas na Terra. Eles frequentemente ensinavam poder ir para os campos missionários estrangeiros e testemunhar por meio de línguas miraculosas sem ter de aprender os idiomas. Aqueles que tentaram isso, no entanto, voltaram amargamente desapontados! “Alfred G. Garr e a sua esposa foram para o Oriente com a convicção de que poderiam pregar o Evangelho nos idiomas hindu e chinês. Lucy Farrow foi para a África e voltou após sete meses, durante os quais ela alegou ter pregado aos nativos no seu próprio idioma Kru. O pastor e analista alemão Oskar Pfister registou o caso de um pentecostal de nome ‘Simon’, que tinha planeaado ir para a China e usar línguas para pregar. Numerosos outros missionários pentecostais embarcaram crendo que tinham a miraculosa habilidade de falar no idioma daqueles a quem foram enviados. Estas alegações pentecostais foram bem conhecidas na sua época. S.C. Todd, da Bible Missionary Society, investigou 18 pentecostais que foram para o Japão, a China e a Índia ‘esperando pregar aos nativos desses países na própria língua deles’ e descobriu que, por declaração deles mesmos, ‘em nenhum instante sequer eles foram capazes de fazer isso’. Por esses e outros missionários terem retornado em desapontamento e fracasso, os pentecostais foram compelidos a repensar o seu ponto de vista original acerca do falar em línguas”.
(Robert Mapes Anderson, Vision of the Disinherited: The Making of American Pentecostalism)



