Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (VII)
Deve ser evidente para o leitor menos atento das Escrituras que na queda do homem ocorreu uma grande mudança nos tratos de Deus com ele. Antes disso Adão e Eva tinham gozado comunhão ininterrupta com Deus, habitando na inocência extática, no belo jardim do Éden.
Porém agora tudo mudou. O pecado separara-os de Deus. Adão e Eva foram expulsos do jardim. Um profundo sentimento de vergonha passou a dominá-los, o qual, desde então, governaria grande parte das suas acções. Agora, envergonhados de aparecerem diante de Deus, como se encontravam, tiveram de se vestir. Adão tinha de ganhar a vida para si e para a sua família trabalhando arduamente, e Eva teria filhos com dor. Pior de tudo, o pecado entrara no mundo, e a morte pelo pecado. Certamente que tudo isto envolveu uma mudança nas responsabilidades dos homens para com Deus e com os outros.
Daqui em diante os tratos de Deus com os homens mudaram repetidas vezes. O Governo Humano foi instituído após o dilúvio, com Noé (Gen. 9:6), a dispensação da promessa começou com Abrão (Gen. 12:1-3), “a lei foi dada por Moisés” (João 1:17), “ a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo (João 1;17) e foi dispensada por Paulo, o principal dos pecadores salvo pela graça (Ef. 3:1-3).
O já mencionado representa algumas das proeminentes mudanças dispensacionais até à data, mas estas podem ser subdivididas e há ainda outras futuras.
Assim, enquanto os princípios de Deus nunca mudam, as Suas dispensações, os Seus tratos com os homens, mudam de tempos a tempos. Isto inclui mesmo os termos de aceitação para com Deus. No princípio eram requeridos sacrifícios cruentos (com sangue) (Gén. 17:14; Heb. 11:4): depois, mais tarde, foi acrescentada a circuncisão (Gén. 17:14); depois a obediência a toda a lei Mosaica foi exigida (Ex. 19:5-6; Rom. 10:5); depois “o baptismo do arrependimento para a remissão de pecados” (Mar. 1:4; Actos. 2:38) e hoje é:
“ÀQUELE QUE NÃO PRATICA, MAS CRÊ NAQUELE QUE JUSTIFICA O ÍMPIO, A SUA FÉ LHE É IMPUTADA COMO JUSTIÇA” (Rom. 4:5).
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