Coisas Que Diferem - ou, Os Fundamentos do Dispensacionalismo (XLII)

crstam.jpgOS DOZE APÓSTOLOS
 
     Ao compararmos os ministérios dos doze e de Paulo neste capítulo, nós enumeraremos as nossas declarações respeitantemente aos doze apóstolos de forma a poderem ser comparadas com as respeitantes a Paulo.

     1.  Os doze foram escolhidos por Cristo na terra (Lucas 6;13).

     2.  Na altura em que Paulo foi levantado os doze apenas conheciam Cristo na terra.  Eles não O tinham visto sequer entrar no céu na Sua ascensão, pois, “uma nuvem O recebeu, ocultando-O a seus olhos”  (Actos 1:9).

     3.  Eles representavam a nação de Israel - um para cada tribo. Isto é claro na promessa que o Senhor lhes fez.

     “Em verdade vos digo que vós, que Me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da Sua glória, TAMBÉM VOS ASSENTAREIS SOBRE DOZE TRONOS, PARA JULGAR AS DOZE TRIBOS DE ISRAEL”  (Mateus 19:28; cf. Lucas 22:29-30).

     O estudante sincero e inteligente das Escrituras deverá tomar cuidado em notar o facto do número doze não ter qualquer relação com o corpo de Cristo, mas de ser constantemente encontrado em relação a Israel.  “Jacob gerou aos doze patriarcas” (Actos 7:8).  Deles emanaram as doze tribos de Israel.  Estas tribos tinham doze príncipes sobre elas (Num. 1:16).  Mesmo quando a nação de Israel foi governada por reis ainda haviam príncipes para governar com eles cada uma das doze tribos (I Crón. 27:22).

     É claro que tudo isto se desvaneceu com os cativeiros, mas o Rei há muito prometido encontrava-se agora no seu meio - Aquele que iria “restaurar de novo o reino a Israel”.  E quando Ele começa a proclamar “o Evangelho do reino” (Mateus 9:35), Ele escolhe os Seus doze príncipes para os doze tronos nas doze tribos de Israel (Mateus 19:28).

     4.  Estes doze foram primeiro enviados a proclamar o reino dos céus como tendo chegado (Mateus 10:7; cf. Dan. 2:44) e depois, mais tarde, enviados a oferecê-lo a Israel, tendo em vista levar depois a mensagem a todo o mundo (Actos 1: 6-8; 3:19-26).

     5.  Eles receberam poder para realizar milagres (Mateus 10:8; cf. Marcos 16:17-18).

     6.  O ministério deles baseava-se nos concertos e na profecia (Isa.60:1-3; Lucas 1:70-75; Actos 3:22-26).

     7.  Por isso eles foram enviados primeiro aos Judeus e esperavam a salvação dos Gentios através da nação de Israel regenerada (Mateus 10:5-6; Lucas 24:47; Actos 3:25-26).

     8. Eles ministraram apenas na Palestina (Actos 10:39; 21:17-20).1

     9.  Na mensagem e ministério deles consideraram a aceitação de Cristo como Rei por parte de Israel e o Seu retorno para reinar.  Para isso trabalharam, por isso esperaram e oraram (Actos 1:11; 3:19-21).

     10. Na “grande comissão” aos doze, o baptismo na água era requerido para a salvação e os sinais miraculosos eram as evidências da salvação (Marcos 16:15-18; Actos 2:38).
 
1 Onde eles possam ter ido depois de Actos 28 não nos interessa aqui, pois por essa altura o programa do reino já se encontrava completamente posto de parte.  O facto é que durante o período dos Actos eles concordaram com Paulo em limitar o seu ministério a Israel.  Antes desse acordo a única família Gentílica a que Pedro ministrou habitava em Cesareia, na Palestina (Actos 10:24).  Pedro também foi a Antioquia, na Síria, mas em vez de ter ali qualquer ministério, foi repreendido por Paulo  (Gál. 2:11-14).
CORNELIUS  R.  STAM
 
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