Quando, e porque, muitas mulheres Cristãs deixaram de usar véu?

Na América do Norte, a cobertura feminina usava-se em praticamente todas as igrejas até ao início do século XX. Esta data é interessante porque coincide com a primeira onda do feminismo. Embora a prática continuasse na maioria das igrejas, desse tempo adiante, tornou-se num símbolo em declínio. Depois, nos anos 60 e 70, o número de mulheres que o praticavam caiu radicalmente. Mais uma vez, isso coincidiu com outro movimento do feminismo. Durante a década de 1960, o Women’s Liberation Movement (Movimento de Libertação das Mulheres) varreu a América.
O leitor talvez de interrogue se a ligação entre o feminismo e o declínio do uso do véu feminino é uma mera coincidência. Sabemos que não foi uma coincidência porque as feministas fizeram esforços organizados para tentar erradicar o símbolo. Elas entendiam que uma mulher que cobria a sua cabeça era um símbolo da sua submissão à autoridade masculina, e odiavam isso.
A NOW (National Organization for Women) ou Organização Nacional para Mulheres é uma organização feminista fundada por Betty Friedan (autora de The Feminist Mystique [A Mística Feminina]). Em 1968, elas reuniram as suas tropas para terem um “desvelar (remoção do véu) nacional”. Eis o que elas disseram:
“Porque o uso de uma cobertura de cabeça por mulheres em serviços religiosos é um símbolo de sujeição por muitas igrejas, a NOW recomenda que todos os departamentos empreendam um esforço para que todas as mulheres participem de um “desvelamento nacional” enviando as suas coberturas de cabeça à líder. Na reunião de primavera da força tarefa feminina, esses véus serão queimados publicamente para protestar contra o status de segunda classe das mulheres em todas as igrejas “.1
A NOW reuniu os seus vários departamentos para “empreender um esforço” para dar um fim à prática da cobertura feminina. Eles estavam tão enojados com o símbolo, e com o que ele representava, que fizeram uma queima pública de véus femininos. Infelizmente, os seus esforços alcançaram o que esperavam.
O New York Times também publicou um artigo mostrando como o feminismo foi, em grande parte, responsável por fechar a indústria de chapelaria (fabricação de chapéus e outras coberturas para cabeça). Eles disseram: “Mas como o penteado “beehive”2 ganhou popularidade nos anos 60 e o movimento feminista tornou aceitável que as mulheres deixassem seus chapéus em casa, a indústria desapareceu”.3
O Teólogo R. C. Sproul Sr também observa esta relação perturbadora: “O que me incomoda é que a tradição da mulher que cobre a sua cabeça na América não morreu senão quando vimos uma revolta cultural contra a autoridade do marido sobre a esposa “.4
Não podemos ser ingénuos ao facto de que somos influenciados pela cultura que nos rodeia. O pensamento igualitário permeou a igreja, popularizando as crenças de que: homens e mulheres não têm nenhuma diferença funcional no lar; o homem não tem uma responsabilidade dada por Deus para liderar; a mulher não precisa de se sujeitar ao marido; e, dentro da igreja, todos os ofícios estão abertos às mulheres.
Este sistema de crenças, juntamente com a pressão da cultura, fez o símbolo de cobertura feminina, que é o véu, ser desprezado até que foi abandonado. A cobertura feminina não foi perdida inocentemente na América do Norte, mas está ligada à rejeição dos papéis bíblicos dos homens e das mulheres.
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- in "Véu, uma prática Cristã esquecida nos tempos modernos"
de Jeremy Gardiner
NOTA:
Solução: "... não vos conformeis com este mundo ... para que experimenteis qual seja a ... perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:2).



