Um Guia Para a Piedade (XVII)

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     "Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra" (Rm.7:6).

     Quando vemos a palavra "libertados" pensamos em como a salvação nos libertou de coisas como o "poder das trevas" (Cl.1:13).  Mas também precisamos de ser libertados da condenação da Lei!  A palavra grega para "libertados" aqui, é mais frequentemente traduzida por "destruída", então Paulo está a dizer que fomos libertados da Lei pela destruição da Lei e da nossa relação com ela.  "Tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos", ficámos então livres para casar com Cristo e servir a Deus "em novidade de espírito, e não na velhice da letra".

     Qual é a diferença?  Quando os nazis rodeavam Paris, foi dito aos seus cidadãos para ficarem de pé nas ruas e aclamá-los, uma ordem que eles obedeceram com medo do que lhes poderia ser feito se não obedecessem.  Mas quando os Aliados libertaram Paris, a mesma aclamação foi motivada por um genuíno amor pelo poder que estava a libertá-los dos seus inimigos.  Do mesmo modo, o descrente faz boas acções com medo do que Deus lhe fará se ele não o fizer.  Mas, uma vez salvos pela graça, as mesmas boas acções são motivadas por um amor genuíno para com o nosso Redentor.  

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