Eu poderei reconhecer os meus entes queridos no céu?

Falando de Cristo, Paulo assegura que os nossos corpos ressuscitados serão “conforme o Seu corpo glorioso” (Fil. 3:20), e o Seu corpo ressuscitado era reconhecível (I Cor. 15:5-7).
É verdade que Maria Madalena inicialmente não O conheceu (João 20:14), mas ela tinha vindo ao túmulo vazio “sendo ainda escuro” (v. 1) e as lágrimas da dor turvavam-lhe a visão (v. 11). Mas no Céu, a luz será “como o cristal resplandecente”, e “Deus limpará de seus olhos toda a lágrima” (Apo. 21:11,4). Somos informados que aquando da segunda grande pescaria os apóstolos não reconheceram o Senhor na praia (João 21:3,4), mas a distância entre eles impedia os apóstolos de identificarem o Seu Mestre. No Céu não haverá distâncias entre os amados. Paulo usa muitas vezes a palavra “juntos” para descrever o Corpo de Cristo na glória (Rom. 8:17; I Tes. 4:17; 5:10; II Tes. 2:1; Efé. 1:10; 2:6).
Portanto, podemos concluir quer haverá reconhecimento no Céu. Quando é perguntado, “com que corpo” os mortos ressuscitam, Paulo compara a sepultura dos nossos amados com a plantação do grão de trigo (I Cor. 15:35-37). Quando se ergue da terra, “Deus dá ... a cada semente o seu próprio corpo” (v. 38). Do mesmo modo, quando nos erguermos dos mortos, Deus dará a cada um de nós “o seu próprio corpo”.” Job disse, “em minha carne verei a Deus” (19:26).
Finalmente, sabemos que os corpos ressuscitados também são abraçáveis, pois na Sua ressurreição as mulheres “abraçaram os seus pés” (Mat. 28:9). Que “bem-aventurada esperança”! (Tito 2:13).



