Esperar que algo aconteça é o mesmo que orar?

Apesar de Billy Graham já ter sido promovido à glória (07NOV1918-21FEV2018), continuaremos a publicar as suas Perguntas/Respostas - novas e em arquivo.
Pergunta: Muitas vezes eu desejo sinceramente que Deus faça algo sobre um problema que enfrento, mas isso é o mesmo que orar sobre o assunto? Esperar que algo aconteça é o mesmo que orar? - K.L.
Resposta: Não, simplesmente desejar que as coisas mudem, ou esperar que Deus faça algo a respeito de uma situação difícil que enfrentamos, não é o mesmo que orar a esse respeito. Esperar que os nossos problemas melhorem é meramente uma emoção interior; a oração é falar realmente com Deus acerca deles.
A verdadeira oração requer pelo menos três coisas. Primeiro, requer a nossa consciência de incapacidade. Se pensarmos que podemos resolver todos os nossos problemas sozinhos, concluiremos que realmente não precisamos de Deus - e nesse caso não nos incomodaremos em orar. Mas quando entendemos o quão incapazes somos, percebemos que precisamos de Deus - e voltamo-nos para Ele em oração. A Bíblia diz: "O nosso socorro está em o nome do Senhor, que fez o céu e a terra" (Salmo 124:8).
Depois a oração verdadeira também requer que falemos - isto é, que falemos com Deus. Por vezes isso pode ser difícil; as nossas mágoas interiores podem ser tão dolorosas que mal podemos expressá-las por palavras. Porém Deus conhece os nossos corações, e Ele ouve todas as orações que sinceramente fazemos, independentemente do quão trôpegos sejamos na articulação das nossas palavras. A Bíblia diz: "… é Ele [o Espírito] que segundo Deus intercede pelos santos" (Romanos 8:27).
Finalmente, a verdadeira oração envolve confiança - confie que Deus nos ama e sabe o que é melhor para nós, e também confie que Ele nos ouve e nos responde quando oramos. E sabemos que podemos confiar n’Ele, porque o Senhor Jesus Cristo morreu e ressuscitou, e continua no Céu intercedendo por nós. Transforme os seus desejos e esperanças em verdadeiras orações - orações de fé e confiança.



