Ilustrações da Verdade Bíblica (LXVI)

Por H. A. Ironside
O cordão de azul
“Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que nas bordas dos seus vestidos façam franjas, pelas suas gerações: e nas franjas das bordas porão um cordão de azul ... Para que vos lembreis de todos os Meus mandamentos, e os façais, e santos sejais a vosso Deus.” (Núm. 15:38-40).
O azul é a cor do céu. O cordão azul sobre as franjas dos vestidos dos Israelitas visava ser um lembrete constante de que eles pertenciam ao Deus do céu, e era responsável por se comportarem de modo a glorificarem o Seu Senhor celestial.
Conta-se a história de um jovem delfim, ou príncipe herdeiro, da França, que foi colocado sob os cuidados de um tutor Inglês a fim de ser educado para a sua posição elevada e imponente. O tutor muitas vezes achava muito difícil controlar o jovem príncipe, que era muito senhor do seu nariz e independente. Não possuindo autoridade para administrar punição a alguém em posição tão exaltada, o tutor, acabou por implementar um plano através do qual esperava conseguir um melhor comportamento.
Certa manhã, ele exibiu uma roseta púrpura, fixando-a no casaco do príncipe, explicando como aquela era a cor real, que devia ser usada como uma evidência da sua posição real. "Se", disse o tutor, "o encontrar a comportar de uma maneira não principesca, simplesmente apontarei para a roseta, e então entenderá."
Este provou ser um método mais eficaz de disciplina. Ocasionalmente, o príncipe caía numa explosão de linguagem indecorosa ou agia de uma maneira indigna. O apelo silencioso para a púrpura era suficiente para trazê-lo a si e conseguir um pedido de desculpas e uma promessa de melhor domínio próprio no futuro.
Do mesmo modo os crentes hoje são responsáveis por se comportarem em conformidade com a sua relação a celestial - "andarem dignos da vocação com que foram chamados." O cordão azul deve ser visto em todas as nossas vestes, enquanto caminhamos neste mundo para a glória de Deus.
- Continua



