Será correcto usar instrumentos musicais na adoração?
O seguinte é uma transcrição editada de uma mensagem em áudio.Porque é que algumas igrejas crêem que as igrejas não devem usar instrumentos musicais? Porque é que é errado?
Há um ponto de vista sobre a vida da igreja que diz que na adoração devemos fazer apenas o que a Bíblia nos ordena fazer: o princípio regulador. Um outro ponto de vista diz que nós somos livres para fazermos o que a Bíblia não nos proíbe que façamos.
Ora nenhum destes é completamente claro, porque virtualmente ninguém faz apenas o que a Bíblia ordena que se faça. A Bíblia não diz que espécie de camisa usar. Não diz se a pregação deve ser de frente ou de trás. Quero dizer: Poderá pensar numa centena de coisas que nós fazemos na nossa adoração que a Bíblia não torna claro que devamos fazer.
E as pessoas que dizem que nós somos livres para fazermos o que quer que seja que a Bíblia não proíba têm de chegar à conclusão que temos de funcionar por princípios. Por exemplo, pregar com um fato de banho: a Bíblia não o proíbe, mas se o John Piper aparecesse com um fato de banho então não poderia ajudar ninguém! E assim temos princípios de auxílio que usamos.
Penso que este receio de se usar instrumentos tem estado baseado no princípio regulador de que no Novo Testamento não se encontram quaisquer instrumentos. (“Cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” [Efésios 5.19] está ali, mas ninguém está a tocar harpa, ou guitarra ou bateria.) Mas penso que é um erro limitar as coisas desta maneira.
Uma outra razão porque esta decisão foi tomada foi porque o acompanhamento musical era considerado uma forma artificial de despertar as afeições. Argumentavam que Deus é que devia despertar as nossas afeições, e que Ele deveria despertar as nossas afeições por meio da verdade, não por meio da artificialidade de sons que nos fazem sentir bem.
Bem, há um verdadeiro perigo nos sons, mas bondade graciosa, se enveredar por essa rota então terá de acabar com o cantar, porque a voz humana pode fazer um som que também afecte emocionalmente.
Deus não parece que esteja receoso – quer com os instrumentos do Velho Testamento quer com as vozes do Novo Testamento – que isto constitua um tropeço para o nosso caminho. Simplesmente precisamos de nos certificar que o acompanhamento é adequado à verdade que estamos a proclamar e que através do som e da verdade vamos a Deus.
E as pessoas que dizem que nós somos livres para fazermos o que quer que seja que a Bíblia não proíba têm de chegar à conclusão que temos de funcionar por princípios. Por exemplo, pregar com um fato de banho: a Bíblia não o proíbe, mas se o John Piper aparecesse com um fato de banho então não poderia ajudar ninguém! E assim temos princípios de auxílio que usamos.
Penso que este receio de se usar instrumentos tem estado baseado no princípio regulador de que no Novo Testamento não se encontram quaisquer instrumentos. (“Cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” [Efésios 5.19] está ali, mas ninguém está a tocar harpa, ou guitarra ou bateria.) Mas penso que é um erro limitar as coisas desta maneira.
Uma outra razão porque esta decisão foi tomada foi porque o acompanhamento musical era considerado uma forma artificial de despertar as afeições. Argumentavam que Deus é que devia despertar as nossas afeições, e que Ele deveria despertar as nossas afeições por meio da verdade, não por meio da artificialidade de sons que nos fazem sentir bem.
Bem, há um verdadeiro perigo nos sons, mas bondade graciosa, se enveredar por essa rota então terá de acabar com o cantar, porque a voz humana pode fazer um som que também afecte emocionalmente.
Deus não parece que esteja receoso – quer com os instrumentos do Velho Testamento quer com as vozes do Novo Testamento – que isto constitua um tropeço para o nosso caminho. Simplesmente precisamos de nos certificar que o acompanhamento é adequado à verdade que estamos a proclamar e que através do som e da verdade vamos a Deus.
John Piper