27-01-2019 - China estrangula cristianismo, mas fiéis resistem: “Não perderemos a fé”

O ano de 2018 encerrou para os cristãos na China como um dos que impôs maior repressão à liberdade religiosa, mas também como um período em que a igreja “subterrânea” no país ganhou as manchetes no mundo pelo seu amor a Deus e capacidade de resistir à repressão.
O estrangulamento da liberdade de culto é tão forte e agressivo que a situação dos cristãos chineses chamou atenção do progressista The New York Times, um dos principais jornais do mundo. A publicação norte-americana repercutiu o encerramento da igreja Early Rain Covenant, uma das principais igrejas da China, com décadas de história, e considerada ilegal pelo governo de Xi Jinping.
“Não perderemos nossa fé por causa da supressão das autoridades”, disse Gu Baoluo, um vendedor de arroz membro da igreja Early Rain Covenant, fechada recentemente, mas que não se dobrou à imposição do governo e passou a realizar cultos ao ar livre. Mesmo com toda a determinação dos fiéis, a maior parte da estrutura da congregação foi prejudicada, pois exemplares da Bíblia foram confiscados, escola e seminário geridos pela igreja foram fechados e o seu ancião, Wang Yi, preso.
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