IQC - XLII Culto de Mulheres
Culto de mulheres realizado na Igreja em Quinta do Conde (IQC) em 19 de setembro de 2015.
Culto de mulheres realizado na Igreja em Quinta do Conde (IQC) em 19 de setembro de 2015.

Pergunta: Como se convence alguém de que precisa de Deus? A minha prima é uma pessoa muito boa, mas ela diz que realmente não precisa de Deus. Ela não é contra as pessoas que, como eu, acreditam em Deus e em Jesus, mas ela apenas diz que isso não é para ela. – Sr.ª L.T.
Resposta: Muitas vezes, as pessoas mais difíceis de convencer de que precisam de Deus são as pessoas que estão convencidas de que não precisam de Deus!

Nós estamos acostumados a pensar no criacionismo como um fenómeno exclusivamente norte americano. Não é. Apesar de ter surgido nos EUA, o criacionismo organizado espalhou-se pelo mundo. Mas, na Europa, o criacionismo não representa uma comunidade unida; varia muito de um país para o outro. Em alguns países, o criacionismo fornece identidade para comunidades religiosas menores, e tem pouco impacto. É o caso da Escandinávia. Em outros lugares, o criacionismo está ligado à subculturas bem organizadas e substanciais. Podemos observar isso na Holanda. E, em alguns outros locais, o criacionismo existe entre elites religiosas que possuem um poder político considerável. Um exemplo notável é a Rússia.
Por anos, ainda que criacionistas estivessem a crescer em número nos países europeus e desenvolvendo, gradualmente, influência em escolas e comunidades locais, eles mantinham-se fora do radar e não eram uma grande preocupação. Não até, pelo menos, há uma década, quando o Conselho da Europa emitiu um alerta contra o crescimento do criacionismo e sobre a possível ameaça que ele representava para o sistema educacional. Nesse momento, o criacionismo virou tema de debate público e político. Pesquisas foram feitas por toda a Europa para determinar a opinião pública. Algumas pesquisas online foram hackeadas por criacionistas turcos que buscavam alterar o resultado. Livros, panfletos e sites foram lançados e começaram a circular. E os media apreciaram.
Alguns jornalistas investigativos tentaram entender o que estava realmente a acontecer e quem eram esses criacionistas. A maioria, eles descobriram, estavam apenas repetindo a velha temática ciência versus religião — evolução contra criação, com Darwin de um lado e Deus no outro, esperando o sino para começarem o próximo round. Desavisados sobre todos os truques desenvolvidos pelos criacionistas americanos, no entanto, os jornalistas europeus frequentemente pulavam para a “perspectiva balanceada” padrão, olhando o caso dos dois pontos de vista. A cobertura noticiosa e as histórias para contextualização tratavam das diferenças entre ciência e religião como uma questão de gosto pessoal. Onde ainda não havia debate, os media ajudavam os criacionistas a criar um na esfera pública.
Ler mais …05-10-16 - Criacionismo invade a Europa
Culto de mulheres realizado na Igreja em Quinta do Conde (IQC) em 18 de julho de 2015.
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