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Paralela ... Não Idêntica (4)

Linhas de comboio paralelas

 

Salvação dos Gentios

     Isso conduz-nos a outro assunto em que podemos ver um paralelo entre a verdade do Corpo e a verdade do Reino, mas também uma grande diferença. Algumas pessoas têm a ideia equivocada de que, onde quer que lemos sobre a salvação dos Gentios na Bíblia, esta refere-se ao que Deus está a fazer hoje. Pelo contrário, trata-se de um mero paralelo. Depois que o mundo inteiro rejeitou Deus, e Deus rejeitou o mundo (Romanos 1:24,26,28), Deus chamou Abraão e prometeu-lhe que faria dele uma grande nação, e que através da sua semente todos as nações da terra seriam abençoadas (Génesis 12:2-3). Toda a história da Bíblia desde Génesis 12 até ao livro dos Atos trata da história de Deus a trabalhar numa nação com o objetivo de abençoar todas as nações. A mulher Gentia teve que aprender que os filhos (Israel) tinham que primeiro ser saciados, antes que os Gentios pudessem ser abençoados em plena medida (Marcos 7:27). Por outras palavras, na Linha do Reino, os Gentios seriam salvos (e nela vemos um paralelo com a linha do Corpo), mas na Linha do Reino essa salvação Gentia só poderia ocorrer de uma maneira - por causa e através da plenitude de Israel. O comboio do Reino chega à salvação dos Gentios somente depois de passar pelo sítio onde toda a nação de Israel é salva. Agora, observe a grande diferença entre esta salvação e a salvação dos Gentios na Linha do Corpo. A salvação está a ser enviada aos Gentios hoje, não por causa da plenitude de Israel, mas por causa da sua queda. "Pela sua queda [não plenitude], veio a salvação aos Gentios" (Romanos 11:11,12). E não apenas isso, pois enquanto a salvação dos Gentios na Linha do Reino foi prevista por todos os profetas, Paulo mostra que o plano e o propósito da salvação dos Gentios sob o seu ministério era um segredo, um mistério, escondido de todos os profetas da antiguidade, e nunca antes tornado conhecido aos filhos dos homens (Efésios 3:1-9).

     Alguns podem objetar que Paulo em passagens como Romanos 15:9-12 baseia o seu ministério Gentílico nos profetas do Antigo Testamento, mas se isso fosse verdade, ele estaria a contradizer as suas declarações sobre o Mistério. Paulo não diz que o seu ministério da salvação dos Gentios é o cumprimento do programa do Reino, conforme predisse Isaías, mas, pelo contrário, ele está apenas a indicar-nos uma seção do carril do Reino paralelo ao nosso. Não era nenhum mistério que os Gentios seriam salvos. O mistério era que os Gentios seriam salvos apesar de Israel, e não através de Israel, e que os assim salvos se tornariam membros de um corpo conjunto de Judeus e Gentios, chamado Igreja que é o Seu Corpo, em vez de se tornarem sujeitos à nação de Israel remida no Reino.

- Charles F. Baker
(Continua)

Paralela ... Não Idêntica (1)
Paralela ... Não Idêntica (2)
Paralela ... Não Idêntica (3)
Paralela ... Não Idêntica (4)
Paralela ... Não Idêntica (5)
Paralela ... Não Idêntica (6)

Como vais acabar?

tudo esta bem quando acaba bem1

 

     ... o coração de Asa foi perfeito [ou, leal] todos os seus dias. 2 Crónicas 15:17

     E ... Asa ... não buscou ao Senhor, ...  e Asa ... morreu ... 2 Crónicas 16:12,13

     O rei Asa começou bem e continuou bem. Mas terminou mal. A sua vida identifica armadilhas que devemos evitar se quisermos um final triunfante para as nossas vidas. Primeiro, ele cedeu na santidade: Ele usou os recursos do Senhor para propósitos egoístas (2 Cró. 16:1-2). Em segundo lugar, ele colocou sua confiança nos seres humanos e não em Deus (vv. 3-6). Finalmente, a sua consciência acabou por ficar endurecida: ele deixou de ouvir a Palavra de Deus (vv. 7-10). As Escrituras registam seu fim, dizendo: “por extremo era a sua enfermidade” - ele também ficou doente física e espiritualmente: tornou-se num homem amargo e velho (vs. 11-13). Senhor, ajuda-nos a evitar esses mesmos erros para que possamos terminar o nosso curso com alegria.

- Brian Cretney
Choice Gleanings (Respigos Selecionados)

Alguma vez a vontade de Deus será feita na Terra como no Céu?

Billy Graham
 

 Apesar de Billy Graham já ter sido promovido à glória (07NOV1918-21FEV2018), continuaremos a publicar as suas Perguntas/Respostas - novas e em arquivo.

 

 
Pergunta: No que concerne à oração que o Senhor ensinou (chamado Pai-Nosso), pensa que alguma vez surgirá um tempo em que a vontade de Deus será realmente feita na Terra à semelhança do que acontece no Céu (como diz a oração)? O mundo está tão repleto de mal que, honestamente, interrogo-me sobre como isso possa vir a acontecer. – Srª D.C.    

Resposta: Sim, um dia a oração que Jesus ensinou aos Seus discípulos cumprir-se-á: “Venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na Terra como no Céu” (Mateus 6:10).
 

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30-12-2019 - Estado Islâmico mata 11 Cristãos após o Natal

Mais mártires pelo testemunho de Jesus

 

     Na passada quinta-feira (26), o grupo extremista Província do Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP) divulgou um vídeo, no qual mostrou 11 reféns Cristãos a ser mortos. As vítimas foram decapitadas pelos terroristas após terem pedido, num vídeo anterior, que a Associação Cristã da Nigéria (CAN) negociasse a sua libertação.

     Segundo o Estado Islâmico (EI), a ação fez parte de sua campanha, lançada no último domingo, para vingar as mortes do líder, Abu Bakr al-Baghdadi, e do porta-voz, ocorridas em outubro, na Síria. Desde então, vários ataques foram reivindicados pelo grupo extremista.

     O EI disse que as vítimas foram capturadas nas últimas semanas, no Nordeste do estado de Borno, na Nigéria, região onde jihadistas tentam estabelecer um estado islâmico controlado pela sharia. O vídeo desta quinta-feira tem duração de 56 segundos e mostrou homens de uniforme bege e máscaras atrás dos reféns, que estavam vendados. Um deles foi alvejado com um tiro e os outros foram decapitados.

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Os benefícios de meditar na Palavra de Deus

Como é importante meditar na Palavra de Deus diariamente!

 

     Há muitos anos atrás, o Senhor ensinou-me uma verdade, até onde sei sem a instrumentalidade humana, cujo benefício conservo até hoje, mais de quarenta anos depois.

     O caso é o seguinte: eu vi de forma mais clara do que nunca que a principal e fundamental ocupação a que eu precisava me dedicar todos os dias era que a minha alma sentisse prazer na presença e no favor de Deus. A primeira coisa com que me preocupar não era o quanto eu devia servir ao Senhor, como eu deveria glorificar o Senhor — mas como eu conseguiria levar a minha alma a um estado de alegria, e como o meu homem interior podia ser alimentado. Porque eu poderia apresentar a verdade aos não convertidos, poderia tentar beneficiar os crentes, procurar socorrer os aflitos, poderia de outras maneiras tentar comportar-me como convém a um filho de Deus neste mundo; e mesmo assim, não estando alegre no Senhor, e não estando alimentado e fortalecido no meu homem interior dia a dia, tudo isso poderia ser desempenhado sem um espírito correto. 

     Antes desse tempo, pelo menos nos últimos dez anos, a minha prática habitual havia sido dedicar-me à oração depois de me levantar de manhã. Agora eu via que a coisa mais importante que eu devia fazer era entregar-me à leitura da Palavra de Deus e meditar nela para o meu coração ser confortado, alertado, encorajado, reprovado, instruído; e que, assim, ao meditar, o meu coração fosse trazido a uma comunhão prática com o Senhor.

     Comecei, então, a meditar no Novo Testamento cedo de manhã. A primeira coisa que fiz, depois de pedir em poucas palavras a bênção do Senhor sobre a Sua preciosa Palavra, foi começar a meditar na Palavra de Deus, investigando por assim dizer cada versículo para extrair dele alguma bênção— não com a finalidade de ministrar publicamente a Palavra, não para pregar com base no que eu tinha meditado, mas com a finalidade de conseguir comida para a minha própria alma. O resultado que tenho obtido quase sempre é o seguinte: depois de poucos minutos, a minha alma tem sido levada a confessar, a dar graças, a interceder ou a suplicar; de forma que, embora eu não tenha me entregado à oração e sim à meditação — mesmo assim ela se voltou quase que de imediato à oração, às vezes com mais, às vezes com menos intensidade. Depois de algum tempo em confissão, intercessão ou súplica ou ações de graças — prossigo para as palavras seguintes ou o versículo seguinte, transformando tudo, à medida que eu avanço, em oração por mim mesmo ou pelos outros, conforme a Palavra oriente; mas sempre tendo diante de mim que o objetivo da minha meditação é conseguir alimento para a minha própria alma.

     O resultado disso é que sempre tenho, misturados com a minha meditação, bons motivos para fazer confissão, dar graças, suplicar ou interceder — e que meu homem interior quase invariavelmente é alimentado e fortalecido, e por volta da hora do meu café da manhã, com raras exceções, eu encontro o meu coração cheio de paz e alegria.

     Dessa forma o Senhor também Se agrada em dar-me aquilo que, logo depois, se torna alimento para outros crentes, embora não tenha sido por causa da ministração pública da Palavra que eu tenha me entregado à meditação, mas sim para o benefício do meu próprio homem interior.

     A diferença, então, entre a minha prática anterior e a de agora é a seguinte: anteriormente, quando me levantava, eu começava a orar assim que me fosse possível, e geralmente gastava em oração todo ou quase todo o meu tempo antes do café da manhã. De todo o jeito, eu quase sempre começava com oração, exceto quando eu sentia a minha alma seca mais do que o normal, casos em que eu lia a Palavra de Deus em busca de alimento, ou de refrigério, ou de reavivamento e renovação do meu homem interior, antes de entregar-me à oração.

     Mas qual era o resultado disso? Muitas vezes, eu gastava quinze minutos ou meia hora ou mesmo uma hora de joelhos, antes de perceber que tinha recebido algum conforto, encorajamento, humilhação de alma, etc.; e, muitas vezes, depois de sofrer muito nos primeiros dez, quinze ou trinta minutos com pensamentos que se dispersavam, somente então eu realmente começava a orar.

     Raramente eu tenho dificuldades com isso agora. Porque o meu coração, uma vez que é despertado pela verdade e é trazido à comunhão experimental com Deus, eu falo com o meu Pai e com o meu Amigo (por mais vil que eu seja e indigno disso tudo!) a respeito das coisas que Ele trouxe diante de mim na Sua preciosa Palavra.

     Muitas vezes, fico admirado de não ter visto isso antes. Não li isso em livro nenhum. Não ouvi nenhuma pregação a respeito desse assunto. Não conversei com ninguém que me incentivasse quanto a isso. Mas agora, uma vez que Deus me ensinou esse ponto, para mim ficou mais claro do que nunca que a primeira coisa que o filho de Deus deve fazer todos os dias de manhã é conseguir alimento para o seu homem interior. Assim como o homem exterior não está pronto para trabalhar sem se alimentar, e assim como essa é uma das primeiras coisas que fazemos de manhã, assim deve ser com o homem interior. Não há como negar que precisamos alimentar o nosso homem interior.

     Mas o que é esse alimento para o homem interior? Não é a oração, mas sim a Palavra de Deus. E também não é a simples leitura da Palavra de Deus, de forma que passe pela nossa mente assim como a água passa por um cano. Mas devemos considerar e meditar aquilo que lemos, ponderar na Palavra, e aplicá-la ao nosso coração.

     Quando oramos, nós falamos com Deus. Mas a oração, para durar algum tempo que não seja cheio de formalidades, requer, falando-se de forma geral, uma medida de vigor ou de desejo piedoso. Por isso, o momento em que esse exercício da alma pode ser executado de forma mais efetiva é depois que o homem interior foi alimentado pela meditação na Palavra de Deus, na qual o Pai fala conosco, nos encoraja, conforta, instrui, nos humilha e reprova. Por essa razão é que podemos meditar de forma proveitosa nas Escrituras com a bênção de Deus, por mais fracos que estejamos espiritualmente. Pelo contrário, quanto mais fracos estamos, mais precisamos meditar para o fortalecimento do nosso homem interior. Teremos muito menos dificuldade com pensamentos dispersos se orarmos depois da meditação, do que quando nos dedicamos à oração sem gastar antes algum tempo meditando.

     Insisto tanto nesse assunto porque sei o proveito e o alívio que recebi dessa prática, e carinhosa e solenemente imploro aos meus companheiros Cristãos que considerem o assunto. Pela bênção de Deus, atribuo a esse costume a ajuda e força que obtive de Deus para atravessar em paz profundas provações, mais do que eu tinha anteriormente. E, depois de provar este caminho por mais de quarenta anos, posso recomendá-lo de forma mais plena, no temor de Deus.

     Como é grande a diferença quando a pessoa é refrigerada e se alegra cedo de manhã, da situação em que ela, sem preparação espiritual, já se depara com o serviço, as provações e as tentações do dia!


- George Muller

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